“A consciência de ser colonizado dos brasileiros é titubeante, confusa e mal explicitada. Precisaríamos de um decodificador cultural como Frantz Fanon para nos analisar, pois só alguém como ele, psicanalista, antropólogo e anticolonialista, daria conta de nossa conturbada personalidade colonizada.”
BARBOSA, Ana Mae. Tópicos utópicos. Belo Horizonte: C⁄Arte, 1998.
O trecho apresenta uma crítica à confusão causada pela opressão e pelo domínio artístico-cultural europeu e estadunidense no Brasil. Um manifesto publicado em 1928, por Oswald de Andrade, foi uma das mais importantes ações rumo à uma desconstrução e a uma reorganização das influências coloniais na arte e na cultura brasileiras, adequando e elaborando um diálogo crítico com os países centrais. Esse manifesto ficou conhecido como: