A detecção precoce do câncer de mama é imprescindível para seu controle, principalmente, em decorrência das altas taxas de morbimortalidade e do diagnóstico tardio presentes no Brasil. A atuação do enfermeiro para a detecção precoce do câncer de mama na Atenção Primária à Saúde é fundamental para estimular a adesão da mulher, incluindo ações de promoção à saúde e até de tratamento e reabilitação, devendo ser aproveitadas as oportunidades em todos os atendimentos feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Neste sentido, quanto ao câncer de mama assinale o que se pede:
I) São considerados alguns fatores de risco para o câncer de mama: fatores endócrinos (menarca precoce e menopausa tardia), obesidade, sedentarismo e idade.
II) Alguns principais achados no Exame clínico das Mamas (ECM) que necessitam de referência urgente para investigação diagnóstica são a presença de nódulo mamário de consistência endurecida e fixo, independente da idade; nódulo mamário persistente por mais de três ciclos menstruais em mulheres com mais de 30 anos ou presente depois da menopausa e descarga papilar sanguinolenta unilateral e espontânea.
III) São considerados grupos populacionais com risco muito elevado para o desenvolvimento do câncer de mama: mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária.
IV) Para as mulheres de 40 a 49 anos, a recomendação brasileira é a realização do ECM anual e mamografia a cada dois anos.
V) Estimula-se que cada mulher realize a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem qualquer recomendação de técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias, que devem chamar sua atenção.
São consideradas falsas as: