Texto 2
Otávio
Abril de 1984, Baía de Guanabara.
Abril de 1984, Baía de Guanabara.
Sinto-me um homem livre agora. Nada de gravatas, escritório cheio de fumaça, fax cuspindo papel, telefones gritando para serem atendidos, secretárias maravilhosas com vestidos apertados e decotes de tirar o fôlego que a qualquer hora podem explodir... Epa! É melhor não escrever isso. Cadê a borracha? Marilda, você viu a borracha? As crianças pegaram? Felipe, você pegou a borracha do papai? Seu irmão jogou na água? Por que ele fez isso? Fez de sacanagem? Eu vou dar uma surra nesse garoto. Cadê meu chinelo, Marilda? Quem jogou meu chinelo na água? Que inferno!
Felipe
Abril de 1984, Baía de Guanabara ainda!
Estamos há uma semana rodando em círculos em frente ao cais. Papai não sabe pilotar esse barco coisa nenhuma! Ele diz que é um problema no leme. Mentira. Ele é que é burro mesmo. A gente não para de rodar. Mamãe já vomitou o barco todo. Daqui a pouco a gente não vai ter mais onde ficar. Aí a gente volta. Maneiro.
PAIVA, Cláudio. Inferno no mar: o diário de bordo da família Schoeller. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995. p. 16. [texto adaptado]
Assinale a alternativa CORRETA. No texto 2, as reticências após a palavra “explodir...”:
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