Texto I
“Imagine alguém que vá ao supermercado fazer compras. A pessoa chega com uma lista do que lhe falta e sai serpenteando pelas diferentes sessões da loja, tirando das prateleiras e colocando no carrinho os itens que deseja. As mulheres geralmente seguem um roteiro, cobrindo sistematicamente todas as sessões e efetuando a compra em blocos de produtos mais ou menos semelhantes. Os homens costumam ser mais desorganizados. E conhecem menos a distribuição dos itens no supermercado, tem menos disposição para as compras e caminham a esmo por entre os corredores, fazendo uma seleção aleatória. Também tendem a incluir mais itens de última hora, que não estavam no planejamento. A ideia original era comprar fraldas, mas o supermercado inteligentemente coloca ao lado da sessão infantil três ou quatro prateleiras repletas de cervejas. Se o pai é quem foi às compras, provavelmente vai querer unir o útil ao agradável.
Esgotada a lista, o carrinho chega abarrotado ao caixa. O comprador então vai colocando na esteira os produtos em ordem mais ou menos aleatória (novamente isso vai depender de quem está fazendo as compras). O caixa, por sua vez, vai passando os itens um a um, registrando e empurrando para o outro lado os produtos, que vão se amontoando para o empacotador.”
(MAGALHÃES, 2007, p.46)
O autor, no texto I, faz uma analogia de uma situação interpretativa, que cabe a qualquer língua independente de sua modalidade. A que tipo de interpretação o autor se refere?