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3482061 Ano: 2015
Disciplina: Psicologia
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI
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Maria procura o serviço de plantão psicológico pedindo atendimento porque tem estado intranquila e confusa desde que seu marido faleceu, há 6 meses, em acidente de trabalho. Diz-se muito só e abandonada, e que suas relações de amizade e parentesco têm se deteriorado. Comenta que todos a veem de modo diferente agora – viúva jovem (30 anos) -, tendo surgido preocupações e interesses novos em relação a ela. Maria fala de sua solidão, sobre o sentimento de abandono e apesar de saber racionalmente que seu marido não a abandonou, esse sentimento a confunde. Comenta em seguida que o convívio com a família (a dela e a do marido) não tem sido algo que a ajude porque ambas têm a preocupação de que ela imponha respeito, tome cuidado com as amizades, não se aproxime de outros homens para respeitar a memória de seu marido, o que a faz sentir-se envolvida por uma atmosfera de controle. Por outro lado, vê-se como jovem, não quer fechar novas possibilidades para si e para seu filho de três anos, na vida que têm pela frente. Ainda, tem sido cortejada por homens que há pouco eram apenas seus amigos e vive essa mudança repentina com dificuldade. Não estando mais segura dessas amizades, não consegue avaliar com clareza as intenções das pessoas que se oferecem para apoiá-la. Comenta que o resultado tem sido o recuo, e percebe claramente que isso só tem agravado ainda mais seu mal-estar. Fica um pouco em silêncio, chora discretamente... em seguida fala que é bom poder falar com liberdade sobre tudo isso.

Segundo os pressupostos do plantão psicológico, de que forma (supostamente) o psicólogo conduziria essa sessão?

I. Nesse caso, o conselheiro deverá direcionar as reflexões para o luto que a moça está vivendo. Antes de pensar em qualquer outra possibilidade, ela deverá se conscientizar sobre a importância de viver o luto da perda de seu marido.

II. Percebendo que Maria está falando de uma experiência muito forte para ela, o conselheiro poderá fazer algumas perguntas para compreendê-la melhor.

III. O conselheiro pode sugerir a Maria que oriente as pessoas de sua família e a do marido a procurarem um processo psicoterápico, para que possam compreender que ela é ainda muito nova e precisa vivenciar novas experiências.

IV. O conselheiro poderá comentar que percebeu o quanto está sendo importante para ela fazer tais comentários e que a procura de atendimento está sendo a tentativa de abrir uma nova porta, alternativa à postura de recuo que vem tomando.

V. O conselheiro analisará a situação global e aconselhará Maria a procurar terapia para ela e para o filho.

 

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