O fragmento de texto a seguir é referência para a questão.
“Foi seguindo o que presumiam ser o modo da natureza que o industrial e o funcionário municipal produziram a nova espécie de cidade, um amontoado humano fundido e desnaturado, adaptado não às necessidades da vida, mas à mítica ‘luta pela existência’; um ambiente cuja própria deterioração testemunhava o quanto era impiedosa e intensa aquela luta. Não havia lugar para o planejamento no traçado daquelas cidades. O caos não precisa ser planejado. (...) Em termos humanos, algumas das piores características do sistema fabril, as longas jornadas de trabalho, o trabalho monótono, os salários baixos, o mau uso sistemático do trabalho infantil, tinham sido implantadas, com a organização eotécnica descentralizada da produção. (...) O crescimento da população durante o regime paleotécnico mostrava, pois, dois padrões característicos: um amontoado generalizado nas zonas carboníferas, onde floresciam as novas indústrias pesadas, a mineração de carvão e ferro, a cutelaria, a produção de ferragens, a manufatura de vidro e a fabricação de máquinas”.
(MUMFORD, L. A cidade na história. São Paulo: Martins Fontes, 2008. p. 542-545)
O descaminho do urbanismo do período descrito por Mumford produziu uma forte reação. Arquitetos, urbanistas e engenheiros buscavam “dar de novo à cidade ar puro, água fresca, espaços abertos de verdura e sol”. Esse movimento direcionou a criação de algumas cidades idealizadas, entre as quais pode ser citada: