Marcassa e Buss (2014) desenvolveram uma pesquisa investigando os aspectos que conferem legitimidade (ou sua ausência) à Educação Física (EF) como componente curricular. Através de uma pesquisa exploratória-descritiva de cunho qualitativo, analisaram a prática dessa disciplina em duas escolas diferentes, com o objetivo inicial de conhecer a Educação Física escolar em contextos distintos em termos materiais, estruturais e pedagógicos, a fim de identificar até que ponto essas diferenças se refletiam na legitimidade da EF. As pesquisadoras levantaram reflexões e questionamentos sobre a legitimidade da EF como componente curricular obrigatório. Entre os pontos levantados como problemas sociais e pedagógicos pelas autoras, podemos destacar que:
I. A participação dos alunos nas aulas de EF, em ambas as escolas, se dá integralmente; porém, não há participação em atividades que envolvem o uso da escrita.
II. A realização da EF no contraturno reforça o lugar secundário da disciplina perante os outros componentes curriculares e a separação por sexo impossibilita explorar as possibilidades que surgem das diferenças.
III. As dimensões conceituais, atitudinais e técnicas do conhecimento corporal estão sendo apropriadas pelos alunos nas aulas de EF, pois os conteúdos selecionados não se restringem a reprodução de certos aspectos do esporte.
IV. O formato atual da EF, em ambas as escolas, indica que o processo de formação e escolarização reforça o modelo de aptidão física por meio de uma versão minimalista do esporte e da saúde.
De acordo com o resultado apresentado por Marcassa e Buss, está correto o que se afirma apenas em