Leia atentamente o trecho a seguir e responda o que se pede:
"Os nossos melhores romancistas viviam na província, miúdos e isentos de ambições. Contaram o que viram, o que ouviram, para imaginar êxitos excessivos. Subiram muito - e devem sentir-se vexados por terem sido tão sinceros. Não voltarão a tratar daquelas coisas simples. Não poderiam recordá-las. Estão longe delas, constrangidos, limitados por numerosas conveniências. Para bem dizer estão amarrados. (...) Transformaram-se. Foram transformados. Sabem que a linguagem que adotaram não convém. Calam-se. Não tinham nenhuma disciplina, nem na gramática nem na política. Diziam às vezes coisas absurdas - e excelentes. Já não fazem isso. Pensam no que é necessário dizer. No que é vantajoso dizer. No que é possível dizer."
(RAMOS, Graciliano. O fator econômico no romance brasileiro. In: Linhas tortas
A crítica de Graciliano Ramos é dirigida, principalmente,