VIVER É PERIGOSO
É lugar-comum ficar falando de fragilidade humana, do quanto uma coisinha besta pode de uma hora para outra virar do avesso a vida de alguém. Mas, quando acontece algo assim – e eu sei que coisas assim, às vezes com resultados muito trágicos, acontecem todo dia - fica inevitável pensar nisso. Tem gente que reage a esses acontecimentos ficando apavorada, trancando-se em casa atrás de uma falsa ilusão de segurança. Mas espera aí. Segurança completa não existe, não. Em qualquer lugar, a qualquer momento, estamos sujeitos a algum perigo. Raios acertam a cabeça das pessoas, vasos também. Espinhas de peixe, curtos-circuitos, ataques de abelhas, cascas de banana no chão. Há perigos por toda parte. Até dentro da farmácia de produtos naturais.
É lógico que, para sobreviver, é preciso ser prudente. Usar cinto de segurança, camisinha, capacete, comer quinua, olhar para os dois lados, trancar a porta, evitar ruas desertas, motoristas bêbados, gente mal-encarada. Enfim, não dar sopa para o azar. Mas sem se deixar paralisar. Sem ficar paranóico. O mundo é perigoso mesmo, e está aí parte da graça dele. Ter cuidado é bom, mas não evita que um carro desgovernado invada nossa farmácia.
BURGIERMAN, Russo Denis. Revista Vida Simples. edição 53. Maio 2007. p.81. Editora Abril..
Em apenas uma das alternativas abaixo, os termos sublinhados NÃO completam o sentido do verbo. Assinale-a