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1924958 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: SESC-DF
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Iracema inquieta veio pela várzea seguindo o rastro do esposo até o tabuleiro. As sombras doces vestiam os campos quando ela chegou à beira do lago. Seus olhos viram a seta do esposo fincada no chão, o goiamum trespassado, o ramo partido, e encheram-se de pranto.

— Ele manda que Iracema ande para trás, como o goiamum, e guarde sua lembrança, como o maracujá guarda sua flor todo o tempo, até morrer.

A filha dos tabajaras retraiu os passos lentamente, sem volver o corpo, nem tirar os olhos da seta de seu esposo, e tornou à cabana.

José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1975, p. 162-163.

enunciado 1924958-1

José Maria de Medeiros. Iracema (1884 óleo s/tela – 167,5 x 250,2 cm Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes). In: ENCICLOPÉDIA Itaú

Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Internet: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br>.

Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7.

Nesse trecho do romance de Alencar, a vontade da tabajara Iracema – ficar ao lado do esposo, o português Martim – está submetida à ordem do marido: que ela volte atrás e espere por ele até morrer, se necessário for. Essa cena literária simboliza o contexto histórico em que se desenvolveu o texto de Alencar. Assinale a alternativa que apresenta esse contexto e a forma como ele é simbolizado pela linguagem pictórica no quadro de Medeiros.

 

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