“(…) considero os nossos tupinambás (…) além de não ter conhecimento algum do verdadeiro Deus, não adoram quaisquer divindades terrestres ou celestes, como os antigos pagãos, nem como os idólatras de hoje (…) Não têm nenhum ritual, nem lugar determinado de reunião para a prática de serviços religiosos, nem oram em público ou em particular. (…) Não só desconhecem a escrita sagrada ou profana, mas ainda, o que é pior, ignoram quaisquer caracteres capazes de designar o que quer que seja. (…) – Jean de Léry. Viagem à Terra do Brasil, 1586.
“Basta saber que não são tão bárbaros a ponto de não ter alguma noção de divindade, de alguma coisa que os tenha posto a pensar que essa beleza toda foi feita por alguém superior aos homens. (…) tenham ali sobre o que filosofar a respeito do que eles ouviram dos pais e antepassados (visto que não têm nada escrito e tudo se transmite de pai para filho) e sobre as superstições dessa pobre gente.
O primeiro conhecimento, então, que os ditos selvagens têm do sobrenatural é um ser a que chamam Monan, ao qual atribuem as mesmas perfeições que atribuímos a Deus, dizendo-o sem começo nem fim, existindo desde toda a eternidade, criador do céu e da terra, das aves e animais (…)” – André Thévet. Singularidades da França Antártica, 1557.
Em relação a esses textos, é correto afirmar que