Sua capacidade de catarse, de canalizar em torno de si, para seu universo mágico, os anseios, as esperanças e as frustrações dos brasileiros, foi imensamente explorada. A lembrança do “noventa milhões em ação, pra frente Brasil, salve a Seleção!”, numa verdadeira ode à “corrente pra frente”, ainda está bastante, e dolorosamente, viva em nossas mentes e em nossos corações, pois foi na esteira desses hinos ufanistas – apologistas de uma postura cívica exacerbadamente alienada, patológica – que vieram os odientos crimes políticos cometidos, voluptuosamente, pelos aparelhos repressivos – estatais e paraestatais – num ritmo e numa forma poucas vezes presenciados na história política da sociedade brasileira.
Lino Castellani Filho. Educação física no Brasil: a história que não se conta. Campinas: Papirus, 1988. p. 115-116 (com adaptações).
Assinale a alternativa que apresenta o período histórico da educação física descrito no texto acima.