Leia o texto para responder à questão.
(In)Civilidade no trânsito
A maneira como dirigimos serve de medida para nossas
virtudes cívicas – uma literal exposição do nosso compromisso com as “regras do caminho”. No Brasil, entretanto, é uma
expressão dos nossos piores vícios: cerca de 47 mil pessoas são mortas a cada ano em acidentes de trânsito, um dos
maiores pedágios do mundo.
A civilidade que demonstramos nas estradas e ruas das
cidades vem em pequenos atos. No entanto, é a incivilidade
que percebemos nas rodovias brasileiras.
Assim como na violência letal, há várias partes envolvidas no problema da violência no trânsito e que também precisam estar na solução. O bom planejamento de estradas, das
sinalizações e fiscalizações de velocidade precisa ser uma
prioridade dos distintos níveis de governo. É fundamental
investir em pesquisas e campanhas inovadoras de mudança
de atitude de quem está ao volante. E arrisco dizer que as
regras para tirar a carteira de motorista e a educação para o
trânsito devem ser repensadas. O processo ficou mais longo
e caro sem resultar em mais segurança. Não é com burocracia e decoreba de regras que vamos conscientizar nossos
cidadãos para que deixem de usar carros como armas letais.
Não conheço estudos no Brasil que busquem uma correlação entre o estresse do trânsito e o nível de violência em
nossa sociedade. Seria interessante olhar mais de perto essa
questão. Entender em que parte dela melhor se encaixa o
comportamento violento do brasileiro no trânsito ou o quanto
o estresse ocasionado pelas condições de nosso trânsito nos
torna mais violentos no dia a dia.
Acima de tudo, como dirigimos é, de certa forma, um
reflexo do nosso compromisso democrático mais amplo.
O modelo atual de dependência excessiva dos carros em
detrimento dos espaços dos pedestres e de um bom transporte público prioriza a elite e aprofunda a nossa desigualdade. Somos uma sociedade em busca do interesse público –
respeito entre os cidadãos, valorização do transporte coletivo
e dos pedestres? Ou somos uma sociedade que só preza
por interesses individuais e familiares, driblando as regras e
acelerando por nossos interesses privados? Isso, condutores, é uma questão que cada um de nós deve começar a
considerar.
(Ilona Szabó de Carvalho. Folha de S.Paulo, 01.08.2018. Adaptado)
• Acima de tudo, como dirigimos é, de certa forma, um reflexo do nosso compromisso democrático mais amplo. O modelo atual de dependência excessiva dos carros em detrimento dos espaços dos pedestres…
No contexto em que são empregadas, as expressões em destaque são sinônimos, respectivamente, de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assistente de TI
60 Questões
Engenheiro Civil
60 Questões