Fontana (1996), a partir das colaborações de Bakhtin, afirma que “os sentidos de uma palavra não existem em si mesmos, como algo já dado. Eles são elaborados nas enunciações concretas (que são a unidade da língua, quer se trate de discurso interior ou exterior). As enunciações são sempre parte de um ‘diálogo social ininterrupto’ [...] A significação, produzida na interação dessas vozes ou perspectivas sociais múltiplas presentes no contexto da interlocução, no fluxo da nossa consciência, é parte nossa e é parte do outro. Ela é efeito da interação entre os interlocutores. Nela falam, ecoam, confrontam-se vozes a que a enunciação concreta responde, que ela antecipa ou que se esforça por ignorar”. Nesse sentido,
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