Magna Concursos
2750644 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Dédalus
Orgão: COREN-SC

As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.

1 Os rumores começaram a chegar de Bagdá pelas redes

sociais. Falava- se de um ataque nas proximidades do

aeroporto da capital iraquiana, mas as especulações

ainda asseguravam que quem havia sido assassinado

5 era o porta- voz das Forças de Mobilização Popular

(FMP) - ou Hashd al- Shabi -, o agrupamento de

dezenas de tropas criado no marco da luta contra o

Estado Islâmico em 2014. Com o passar do tempo,

soubemos que figuras mais importantes foram atingidas

10 por aquele míssil. Coube à televisão iraniana confirmar,

já de madrugada, que no carro explodido estava o

general Qassem Soleimani. Informaram também que em

sua companhia estava Abu Mahdi al-Muhadis, o

segundo homem das FMP e a pessoa mais próxima do

15 iraniano em território iraquiano.

Soleimani era um general atípico. Nos últimos anos,

especialmente desde a guerra na Síria e a posterior

batalha contra o Isis no Iraque, ele se transformou numa

espécie de popstar para milhões de iraquianos, Sua

20 lealdade. e isso era claro para todos, era devotada ao

aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã. Mas, acima

de tudo, à República Islâmica. Era assim que grande

parte dos iraquianos o via, como o grande protetor do Irã

perante os grupos extremistas islâmicos. Graças a ele,

25 diziam muitos, podiam dormir em paz. Por isso, a notícia

do seu assassinato foi um terremoto que abalou

profundamente o Irã.

A notícia chocou o país logo ao acordar. Pouco depois,

Khamenei publicou um tuíte pregando uma "dura

30 vingança". A partir daí essas palavras do patriota

dispararam com a hashtag mais usada do Irã. "Escute,

Donald Trump. Toda essa gente está aqui por sua causa.

Porque você começou uma guerra que nós vamos pôr

fim. A América vai pagar por isso", dizia Ahmad

35 Ghassam Feith, um jovem de 32 anos que assistiu

naquela manhã à oração das sextas- feiras em Teerã. Ao

terminar a prece, milhares de pessoas desfilaram

carregando a foto do general. O grito de "Morte à

América", que, desde a vitória da Revolução há quarenta

40 anos, estruge no Irã, era ouvido e sentido cada vez mais

forte, mais real do que nunca.

(Adaptado de piaui.folha.uol.com.br/diario-de-teera/, em 10/01/2020

Apesar de similares, o adjunto adnominal não se confunde com o complemento nominal quando formado por locução adjetiva relacionada a um substantivo. Assim, assinale a alternativa abaixo que traz um complemento nominal:

 

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