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823455 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Parobé-RS
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Cultura da Bebida
A droga mais consumida mundo afora continua gerando muita polêmica. Legalizado na maior parte dos países, o álcool é a substância que, paradoxalmente, mais custa à saúde pública. Se colocarmos na ponta do lápis gastos com hospitais, mortes, acidentes, violência, seguros, entre outros, percebemos que o poder de fogo da bebida é alto.
Nas últimas semanas, o tema voltou à tona com a notícia de que circula um projeto de lei no parlamento da Indonésia (em que 88% da população é muçulmana), que propõe prisão de até dois anos para quem for pego bebendo, produzindo ou distribuindo álcool. A informação é da agência de notícias EFE.
Se aprovada, a lei equipara um consumidor de álcool ao de outras drogas ilícitas, podendo inclusive ser tratado como traficante. Segundo os autores da proposta, o álcool é responsável por 58% dos crimes cometidos no país. Bom lembrar que em boa parte do mundo islâmico o consumo de álcool é proibido.
Longe da medida extrema que está sendo discutida na Indonésia, a ingestão responsável de bebida é um grande desafio. A maior parte das pessoas que bebe acaba ingerindo álcool de forma adequada e não enfrenta maiores problemas. O álcool está inserido culturalmente no mundo ocidental desde sempre. Mas e o uso nocivo e os impactos que ele pode trazer para a vida de cada um? O que fazer?
A revista alemã Deutsche Welle traz um estudo do final de fevereiro, publicado no periódico Scientific Report, que mostra que o álcool pode ser considerado até 114 vezes mais letal do que a maconha. Ou seja, algumas questões devem e precisam ser discutidas em um mundo em que as pessoas gostam de beber.
Que beber álcool em excesso faz mal para a saúde não resta dúvida. Mas será que o consumo moderado poderia trazer algum benefício? Muitos pesquisadores defendem que um pouco de bebida faz bem, mas a realidade pode ser diferente.
Beber muito álcool – tanto em ocasiões isoladas como ao longo do tempo – pode levar a problemas cardíacos, doenças no fígado e até alguns tipos de câncer, sem contar problemas como violência, acidentes, abuso e dependência.
Mas como fica a questão de beber algo como uma dose por dia? Um estudo publicado no início do ano pelo European Heart Journal, divulgado pelo site Medical News Today, aponta uma redução de risco de problemas cardíacos da ordem de 15% a 20% nos consumidores moderados de bebida. Outro trabalho, da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA), mostra que, em mais de cem estudos prospectivos, parece haver uma relação positiva entre consumo moderado e menor risco de infartos, derrames e doenças cardíacas.
Aparentemente, haveria um efeito protetor do álcool, que funcionaria como uma espécie de antioxidante, aumentando os níveis do HDL colesterol (“colesterol bom”), o que em tese protegeria a saúde de nossos vasos sanguíneos. O vinho teria o efeito mais conhecido, mas, recentemente, a cerveja parece ter alcançado o mesmo status.
Mas essa suposta proteção está longe de ser unanimidade. Muitos especialistas acreditam que os eventuais benefícios não superam os riscos, mesmo no consumo moderado. Para eles, os estudos superestimam as vantagens de beber um drinque diário. Haveria, possivelmente, apenas alguns grupos que teriam benefícios, como o dos homens entre 50 e 64 anos e o das mulheres acima dos 65 anos.
Outra pesquisa sueca recente, da Universidade de Gotemburgo, mostra que os eventuais benefícios do consumo moderado de álcool para o coração podem ter muito mais a ver com um genótipo específico do que com uma determinada faixa de idade. Apenas 15% da população teriam genes específicos que garantem uma suposta proteção do álcool à saúde do coração. Será?
(Jairo Bauer – Revista da Cultura, 08 de maio de 2015 – disponível em http://www.revistadacultura.com.br – adaptação)
Considerando o emprego do infinitivo, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 02, em ”Se colocarmos na ponta do lápis”, temos um caso de infinitivo pessoal, uma vez que o autor coloca o leitor como parte integrante do discurso.
II. Na linha 7, em “podendo inclusive ser tratado como traficante”, temos um caso de infinitivo impessoal cujo sujeito é “um consumidor de álcool”
III. Na linha 17, em “mas a realidade pode ser diferente”, caso a frase fosse toda redigida no plural, a forma infinitiva deveria também ser flexionada.
Quais estão corretas?
 

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