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2743875 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Texto I

É possível distinguir os homens dos animais pela consciência, pela religião, ou pelo que quer que seja. Mas eles mesmos começam a se distinguir dos animais logo que principiam a produzir seus meios de subsistência; um passo que é condicionado por sua organização corporal. Produzindo seus meios de subsistência, os homens estão produzindo, indiretamente, sua própria vida material. O modo como os homens produzem seus meios de subsistência depende, em primeiro lugar, da natureza dos meios já existentes que eles encontram e têm de reproduzir. Esse modo de produção não deve ser considerado simplesmente como a reprodução da existência física dos indivíduos. Trata-se sim de uma determinada forma de dar expressão a suas vidas, um determinado modo de vida deles. A maneira como os indivíduos expressam suas vidas é a sua maneira de ser. Assim, o que eles são coincide com sua produção, tanto com o que eles produzem quanto com o modo como produzem a natureza dos indivíduos depende, então, das condições materiais que determinam sua produção. [...]

(MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000, p. 135-136.)

Texto II

[...] na ideologia burguesa, a família não é entendida como uma relação social que assume formas, funções e sentidos diferentes tanto em decorrência das condições históricas quanto em decorrência da situação de cada classe social na sociedade. Pelo contrário, a família é representada como sendo sempre a mesma (no tempo e para todas as classes) e, portanto, como uma realidade natural (biológica), sagrada (desejada e abençoada por Deus), eterna (sempre existiu e sempre existirá), moral (a vida boa, pura, normal, respeitada) e pedagógica (nela se aprendem as regras da verdadeira convivência entre os homens, com o amor dos pais pelos filhos, com o respeito e temor dos filhos pelos pais, com o amor fraterno). Estamos, pois, diante da ideia da família e não diante da realidade histórico-social da família.

(CHAUI, Marilena. O que é idealogia. São Paulo Brasiliense, 1982. P. 88. Coleção Primeiros Passos.)

Ao analisarmos os dois textos, ambos versando sobre “ideologia”, é correto afirmar que:

 

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