Os impactos mais severos da mudança do clima
serão sentidos no Brasil, que tem dimensões continentais
e parte considerável do território localizada em região
tropical, porque as áreas continentais aquecem mais
que as oceânicas. A avaliação foi feita em 2023 pelo
coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas. “Os
impactos da mudança do clima que o Brasil vai sentir serão
mais severos do que a média global”, afirmou durante
palestra no Museu de Astronomia, no Rio de Janeiro.
Conforme dados de observação do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dos últimos 60 anos,
algumas regiões no Brasil já apresentam temperaturas
máximas até 3 ºC acima das anteriormente medidas.
Uma análise publicada pela World Weather Attribution,
com participação de cientistas brasileiros, apontou que a
mudança do clima influenciou a onda de calor que ocorreu
no Brasil no fim de agosto e início de setembro de 2023.
Segundo o coordenador-geral, as mais recentes
projeções técnico-científicas na área do clima reforçam com
maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os
primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e
o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de
eventos extremos. A tendência é de aumento na frequência
e na intensidade de ondas de calor, precipitação em curtos
períodos, entre outros extremos climáticos, conforme o
cenário de aquecimento global. “Eventos que ocorriam a
cada década passam a ocorrer três vezes por década. Em
um cenário de aquecimento global de 4 ºC, por exemplo, os
extremos podem passar a ocorrer anualmente”, explicou.
Rojas salientou que a mudança do clima é
um fato presente e, do ponto de vista científico, é um
fenômeno decorrente da ação humana, ou seja, um efeito
antropogênico. “Há relação linear entre a concentração
de dióxido de carbono e o aquecimento global”, disse ao
apresentar um gráfico da trajetória de emissões e aumento
de temperatura.
Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem
aos países mais emissores. A atmosfera é única e os
resultados do aumento da concentração de dióxido de
carbono são vivenciados por todos. “As consequências serão
sentidas por gerações que não necessariamente tiveram
responsabilidade sobre as emissões”, analisou Rojas.
Internet: <www.gov.br/mcti> (com adaptações).
Em relação ao texto e às ideias nele expressas, julgue o item seguinte.
Entende-se da leitura do primeiro parágrafo que o fato de as áreas continentais aquecerem mais do que as oceânicas constitui a razão de os impactos mais severos da mudança do clima serem futuramente sentidos no Brasil.
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