Os desafios dos surdos
Eles são 10 milhões de brasileiros e, apesar de terem uma língua própria, a LIBRAS, ainda sentem dificuldade em se fazerem entender pela sociedade.
Em novembro de 2017, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), pela primeira vez, contou com prova em vídeo, traduzida para a LIBRAS, de modo a incluir os surdos. Não bastou esse avanço. O tema da redação abordou justamente o universo deles, especificamente os desafios na educação, que são muitos.
A ignorância sobre essa parcela da população ainda é grande. É comum chamá-los de surdos-mudos, sem nem se imaginar o quanto isso os incomoda. Não há problema físico que os impeça de falar. Até o termo “deficiente” ofende alguns surdos, pois dá a entender que se trata de uma patologia, que lhes falta algo e que eles precisam ser reabilitados. O melhor é chamá-los mesmo de surdos.
Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, há 10 milhões de surdos no Brasil. É muita gente para ser colocada em uma mesma classificação, como se fosse um conjunto de indivíduos iguais. Alguns usam LIBRAS. Outros, não.
Mas todos enfrentam desafios que a maioria dos ouvintes que não têm contato com surdos nem imagina. Para eles, coisas simples, como ir ao médico, à delegacia ou ao banco, são difíceis.
Internet:<www.correiobraziliense.com.br> (com adaptações).
Com relação ao texto antecedente, julgue o item seguinte.
A coesão e a correção textual seriam mantidas se o trecho “Segundo o censo” fosse substituído por De acordo com o censo.