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1454613 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO 2

ONU pede combate a desperdício de alimento para reduzir fome no mundo

Com um quarto do que se perde em escala global seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica do planeta; Brasil foi premiado por ações de combate à subnutrição.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, que o desperdício ainda é uma das principais razões da fome no mundo. Segundo a entidade, um terço dos alimentos produzidos no mundo por ano é desperdiçado – o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas e mais de US$ 750 bilhões.

Para o responsável pela infraestrutura rural da FAO, Robert van Otterdijk, com um quarto do total desperdiçado seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica no mundo, que equivale a 842 milhões de pessoas, segundo dados recentes da instituição.

Segundo o especialista, “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050”. Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta.

Para a coordenadora de um relatório da FAO sobre os custos do desperdício alimentar, Mathilde Iweins, “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto”.

As principais razões do desperdício são, nos países industrializados, o excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas e, nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado. O diretor da FAO na Ásia e Pacífico, Hiroyuki Konuma, alertou que a inflação também é uma barreira. “Os altos preços, que são 50% maiores em termos reais comparativamente há dez anos, aumentam a vulnerabilidade dos pobres”, disse.

Segundo a FAO pelo menos 2 bilhões de pessoas são vítimas da subnutrição, no mundo, 60% delas na região Ásia-Pacífico. Em todo o planeta, uma em cada oito pessoas e uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos é vítima de má nutrição. Ao todo, 165 milhões de crianças

nunca desenvolveram seu potencial intelectual e físico devido à carência de nutrientes.

Em um relatório publicado em junho, a FAO avaliou que o custo da subnutrição e das carências em micronutrientes representam de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,1 bilhões. “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis”, lembrou a organização em nota.

Além das pessoas com problemas de subnutrição, outras 1,4 bilhão estão com excesso de peso, incluindo 500 milhões de obesos. A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações.

Notícia adaptada do portal Rede Brasil Atual publicada 16/10/2013 às 11h18min. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/10/on u-pede-reducao-do desperdicio-de-alimento-para-reduzirfome- no-mundo-5807.html. Acesso: 10.11.2018.

O texto jornalístico em análise, ao procurar manter a imparcialidade e a objetividade, utiliza-se do discurso direto e do indireto para registrar a fala de pessoas envolvidas na notícia. Atente para as seguintes afirmações a esse respeito:

I. No trecho “Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta” , o jornalista busca reproduzir literalmente a fala dos peritos da ONU para permanecer sempre fiel aos fatos relatados.

II. O autor se vale do discurso direto no trecho “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis” , para validar, de forma segura, a informação transmitida.

III. No enunciado “A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações”, o jornalista se reportou, através do discurso indireto, à fala da organização para adaptá-la aos objetivos da notícia.

IV. No excerto “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto” , embora não haja marcas textuais, como o uso do verbo dicendi, e nem tipográficas, como o uso de dois pontos e de travessão, temos um caso de uso do discurso direto, em que o jornalista, para valorizar o que diz o especialista, recupera, pela indicação das aspas, sua fala literal.

Está correto apenas o que se afirma em

 

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