A diversidade de parasitas de peixes marinhos é muito ampla: copépodes, coccídios, mixozoos, larvas de nematóides e trematódeos, helmintos e artrópodes são alguns exemplos. Os dados coletados até o momento mostram que a pesquisa parasitológica em peixes marinhos brasileiros poderá contribuir de forma significativa nas áreas de taxonomia e sistemática, ciclos biológicos, ecologia, patologia e potencial zoonótico.
Em um estudo de peixes marinhos de interesse comercial, por exemplo, observou-se que quase todas as espécies analisadas apresentaram 90% de prevalência parasitária. No estudo, os seguintes padrões foram detectados.
• correlação entre o comprimento do hospedeiro e a prevalência e abundância parasitária;
• ausência de correlação entre o sexo do hospedeiro e a prevalência e abundância parasitária;
• co-ocorrência de espécies de parasitas;
• dominância de determinadas espécies de parasitas, dependendo do nicho ecológico do peixe;
• diversidade parasitária variável.
Considerando o texto acima, julgue o item que se segue.
No estudo apresentado, a ausência de correlação entre o sexo do hospedeiro e a prevalência e abundância parasitária deve-se à inexistência de parasitismo gonadal.