Uma paciente de 67 anos de idade, com 72 kg, foi trazida em imobilização padrão pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), após queda de escada. Relatou dificuldade de movimento em membros superiores e cervicalgia. Negou outras queixas e (ou) alergias. Ao exame físico, AC = RC2T com BNF e FC = 102 bpm, AP = MVF sem RA e FR = 18 irpm, PA = 164 mmHg x 90 mmHg e SatO2 = 97%. Glasgow 15. Tetraparesia flácida com força grau 4 em membros inferiores; membro superior direito força grau 4 em ombro, flexão e extensão cotovelo e grau 2 em preensão palmar e extensão dos dedos; membro superior esquerdo força grau 3 em ombro, flexão e extensão cotovelo e grau 0 em preensão palmar e extensão dos dedos. Sensibilidade diminuída abaixo dos ombros. Sem diurese espontânea até o momento. Tomografia de coluna cervical com importantes alterações degenerativas difusas e sem evidência de fratura traumática aguda.
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
O mecanismo de trauma responsável por quadros como o da paciente costuma estar relacionado com hiperflexão.