Para a historiadora Lilia Moritz Schwarcz, as cenas de vandalismo na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, mostram um atentado contra o direito à memória. Foi uma tentativa de dilapidação do patrimônio público. As pessoas que lá entraram quebraram, destruíram, pela mera vontade de destruição do Estado. No que se refere ao patrimônio público, significou um ataque muito forte a propriedades materiais, mas também a propriedades imateriais. Porque propriedades imateriais falam do nosso direito à memória. Quem é que tem o direito de atacar a nossa memória? Ninguém (Lins, 2023). Ao encontro disso, entre as obras destruídas pelos vândalos, uma era exposta no Palácio do Planalto. A obra integra uma série realizada pelo pintor modernista que retrata as figuras de mulheres de ascendência africana. As perfurações espalhadas pelo mural, avaliado em R$ 8 milhões, geram mais do que um prejuízo financeiro, mas também carregam um triste simbolismo. Para o autor, a tela era o retrato do Brasil miscigenado. Estamos de falando de:
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