A maior objeção à disseminação da tecnologia e dos reatores nucleares entre os países em desenvolvimento é o aumento do risco de proliferação de armas nucleares. Essa tentação é particularmente comum quando o regime político não é democrático, como já ocorreu na África do Sul, no Brasil e na Argentina e acontece hoje no Irã. Em tais casos, o prestígio nacional pode prevalecer sobre as decisões
econômicas racionais e a política energética razoável. Em última análise, parece provável que os conflitos internos e as restrições internacionais à proliferação contenham o desenvolvimento de programas nucleares, inclusive os civis.
A energia nuclear pode desempenhar um papel maior no futuro dos Estados Unidos da América (EUA) e de outras nações industrializadas. O resto do mundo, porém, provavelmente buscará em outros meios a energia limpa de que necessita.
José Goldemberg. O limite atrativo da energia nuclear. In: Scientific American Brasil, ago./2007, ano 6, n.º 63, p. 29 (com adaptações).
A partir das informações do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
Se por um lado a geração de energia nuclear representa um risco, a garantia de suprimento de petróleo no mercado internacional é causa de conflito entre nações, devido, entre outros fatores, à localização das reservas.