Se do ponto de vista ideológico o autor ainda se filia a um país arcaico (...) é inegável a inovação documental e temática trazida por sua primeira obra e mantida nas que se seguem de perto: Sobrados e mocambos (1936) e Nordeste (1937). [O autor] dignificou os anúncios de jornais, os diários e a correspondência familiar, os escritos dos viajantes estrangeiros, os livros de receitas, as fotografias, as cantigas de roda e toda tradição oral, multiplicado os “suportes culturais” à disposição do historiador. (...)
(...) inovou também no método, onde contudo as fragilidades e incongruências se fazem notar de forma mais evidente, como ressaltaram posteriormente vários críticos. Assentou as bases de seu livro inaugural no critério de diferenciação entre raça e cultura: a primeira deixaria de ser categoria explicativa, papel doravante atribuído à cultura.
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da
cultura sobre o Brasil Colonial. In: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva.)
O fragmento analisa a obra de
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Professor da Educação Básica - EJA/História
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