A definição de gêneros vem desde a Grécia Antiga, há quase três mil anos, com a classificação proposta por Platão, baseada nas relações entre literatura e realidade, dividindo o discurso em mimético, expositivo ou misto. E foi nessa área que a teoria dos gêneros ganhou consistência, seja como agrupamento de obras por convenções estéticas ou como normatizadora das relações entre autor, obra e leitor. Apesar das diversas mutações ao longo do tempo, há uma certa unanimidade para diferenciar alguns gêneros da literatura, como, por exemplo, poesia e prosa.
No jornalismo, a primeira tentativa de classificação foi feita pelo editor inglês Samuel Buckeley, no começo do século XVIII, quando resolveu separar o conteúdo do jornal Daily Courant em news (notícias) e comments (comentários). Para se ter uma ideia da dificuldade em estabelecer um conceito unificado de gênero, essa divisão demorou quase duzentos anos para ser efetivamente aplicada pelos jornalistas, e até hoje causa divergências.
No Brasil, o jornalista Luiz Beltrão foi o pioneiro no estudo de gêneros, seguido do professor José Marques de Melo.
José Marques de Melo divide o jornalismo em dois gêneros: informativo e opinativo. O primeiro inclui os subgêneros nota, notícia, reportagem e entrevista. Já o segundo está dividido em editorial, comentário, artigo, resenha, coluna, crônica, caricatura e carta.
Fonte: 1000 perguntas sobre jornalismo, Felipe Pena (com adaptações).
Relacione os termos referentes ao gênero opinativo a seu significado e assinale a alternativa que apresente a sequência correta.
1- Editorial
2- Comentário
3- Artigo
4- Crônica
( ) Forma pela qual um texto interpreta, julga ou explica uma ideia atual de especial transparência.
( ) Opinião do jornal. Geralmente, há uma equipe de articulistas que se encarrega de produzir os textos sobre assuntos polêmicos do dia.
( ) Narrativa com estratégias literárias.
( ) Analisa fatos, estabelece conexões e sugere desdobramentos através da opinião de uma pessoa, que pode pertencer ou não ao jornal.