Texto CG1A1-I
Referência em gestão fiscal, com superávit de
R$ 6,4 bilhões em 2024 e mantendo a nota A+ na classificação
máxima de capacidade de pagamento (CAPAG) do Tesouro
Nacional pelo segundo ano consecutivo, o estado do Paraná
demonstra que mesmo estados bem administrados não estão
imunes aos efeitos macroeconômicos. Sua base tributável
diversificada — agronegócio, indústria automotiva, energia,
combustíveis, logística — também registra desaceleração,
especialmente em segmentos sensíveis a juros, como veículos e
materiais de construção. O que se pode inferir desse
comportamento é que mesmo a gestão fiscal responsável não está
imune a choques macroeconômicos, mas prepara o estado para
atravessar períodos adversos com menor risco de desequilíbrio.
A experiência de estados como o Paraná, que
consolidaram suas finanças públicas e alcançaram as melhores
classificações de capacidade de pagamento, oferece lições
importantes. A disciplina fiscal em períodos de abundância criou
uma margem de segurança para o estado atravessar períodos de
menor dinamismo sem rupturas. O controle rigoroso de gastos
correntes preserva espaço fiscal para investimentos prioritários.
A transparência na gestão orçamentária e o planejamento de
longo prazo permitem a antecipação de cenários adversos e a
implementação de ajustes graduais, evitando correções abruptas
que comprometem a prestação de serviços públicos. Contudo,
mesmo para estados bem-preparados, o cenário de 2026 exige
postura cautelosa. O fim da fase de abundância não significa crise
fiscal, mas demanda prudência nas decisões de gasto e foco na
sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas estaduais.
Internet: <fazenda.pr.gov.br> (com adaptações)