Iamamoto (2001) esclarece que, para se pensar as relações entre ética e o debate contemporâneo do Serviço Social, parte-se da premissa de que as particularidades da profissão, nas últimas décadas, são tributárias da complexificação do Estado e da sociedade no país, em função das novas condições econômicas e políticas. A autora defende a necessidade de se analisar o debate sobre a ética para o Serviço Social a partir de sua contextualização histórica.
Nesse sentido, analise as questões a seguir :
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I. O debate sobre a ética e a política que atinge a sociedade tem também suas refrações na profissão, sendo parte da busca mais ampla de um reencontro entre ética, política e profissão, o que nos leva a repensar a política e também a prática profissional como práticas que tem como horizonte a construção de sujeitos políticos coletivos. II. O atual Código de Ética de 1993 é um avanço importante para profissão e expressa uma visão naturalizada da sociedade, no campo dos valores calcado na filosofia metafísica, alimentando para a sociedade a defesa intransigente de reformas parciais e conquistas políticas para a classe trabalhadora. III. A construção do debate sobre a ética profissional é parte constitutiva da luta pela hegemonia, implicando a execução em comum de atos teleológicos-, isto é, que tem finalidade – articulados entre si, à medida em que requer indivíduos que partilhem de um conjunto de noções, valores e crenças subjetivas igualmente comuns, de modo que possam ser movidos por uma vontade coletiva. IV. O Código de Ética de 1986 repõe uma visão dualista das relações econômicas e de poder e o compromisso político com a classe trabalhadora como única alternativa para uma categoria profissional heterogênea, social e politicamente. Ou seja, no Código de Ética de 1986 identifica-se uma velha armadilha, já denunciada por Lukács: uma ética de esquerda e uma epistemologia de direita. |
Assinale a alternativa CORRETA.