Leia o texto abaixo para responder às questões de 7 a 12.
Cidadão do século XXI
por Alexsandro M. Medeiros
O ser humano dá os seus primeiros passos
no século XXI, e hoje o seu mundo é marcado por
uma intensa crise. O seu cotidiano é marcado pela
crise do trabalho, desigualdades sociais, das
imigrações, do xenofobismo, da violência, do
consumo, do neonazismo, do aquecimento global,
crise do petróleo, crise da água, enfim, crise da
sociedade humana. Mas, não devemos esquecer
que ele ainda é o ator transformador de sua própria
história. No seu status de cidadão existe a
perspectiva da mudança, da revolução, no seu
cotidiano traduzido pela dinâmica das relações
sociais, estabelecendo uma possibilidade de
convivência dos diferentes. Assim, na construção de
sua práxis, baseado na luta e conflitos sociais que o
impulsionam as suas conquistas, buscando um ideal
de mundo. Todos os momentos da história contaram
com a participação desse ator, o cidadão. Não
poderia ser diferente na atualidade.
É preciso considerar que a cidadania é algo
construído no cotidiano dos seres humanos e que, se
não nos educamos, pensamos e refletimos, somos
facilmente manipulados. É no ato da cidadania e de
sua reflexão que ela é construída.
Apoiando-nos na visão aristotélica diríamos
que a definição mais correta para esse novo cidadão
do século XXI é o zoon politikon, ou o animal político.
Isolados, o raciocínio ou a socialização não dariam a
condição necessária para a sua sobrevivência; é na
conjunção desses dois fatores, juntamente com o
poder do debate através da discussão e do direito à
fala, que ele inicia sua história. Ser cidadão na
concepção aristotélica implica não bastar
simplesmente ser homem livre; é necessário também
ter qualidades que estejam em conformidade com as
designações do Estado, com aquilo que o constitui
como tal e que deve ser obedecido.
O homem é um ser social e dotado de direitos fundamentais, que o permitem ser ativo na sociedade. Assim, como agente social que é, deve ter assegurados determinados direitos, como os políticos, sociais e econômicos, que o transformam em ator da história de sua cidadania e não como um cidadão fantasma que parece que não existe. O homem, ao longo da evolução das relações sociais, se viu transformado em "coisa", sendo usado como escravo, servo ou mesmo depois, através do trabalho assalariado, ainda tem vivido uma condição de explorado.
O homem é um ser social e dotado de direitos fundamentais, que o permitem ser ativo na sociedade. Assim, como agente social que é, deve ter assegurados determinados direitos, como os políticos, sociais e econômicos, que o transformam em ator da história de sua cidadania e não como um cidadão fantasma que parece que não existe. O homem, ao longo da evolução das relações sociais, se viu transformado em "coisa", sendo usado como escravo, servo ou mesmo depois, através do trabalho assalariado, ainda tem vivido uma condição de explorado.
A condição da cidadania é política, não uma
política Ideológica, mas aquela que é construtora da
expressão humana. Mas a perspectiva de uma "nova" cidadania é que ela se torne participante
(cidadania participativa dentro de um modelo
de Democracia Participativa) não só no âmbito da
política, mas que esteja também envolvida na
preservação do meio-ambiente, da solidariedade
entre os povos, na tolerância religiosa e racial. A
cidadania do século XXI necessita de Ética e de
esperança para que possa realmente haver uma
transformação de fato que atinja a todos no presente
e nas gerações futuras.
É preciso salientar que não se pode
compreender a cidadania como uma condição
estática, definitiva ou acabada. Ela é dinâmica e está
em constante construção; assim como o mundo não
para, ela deve ser a representação desse mundo. As
transformações têm uma grande probabilidade de
sucesso quando os cidadãos fazem parte do seu
processo. O dinamismo da sociedade implica um
processo transformador com o cidadão
desempenhando seu papel, bem definido e
assumido. É fundamental que cada um faça a sua
parte.
A cidadania se concretiza na efetiva
participação (que pressupõe responsabilidade e
assunção da coletividade) e no gozo dos direitos
individuais e sociais. A participação se faz real
quando adquirimos a consciência de que o bem
comum é a garantia do individual. Por isso, é
imprescindível ouvir a sociedade
organizada: Movimentos Sociais, sindicatos,
partidos, organizações sociais, Organizações Não-
Governamentais (ONGs), processos eletivos etc.,
tendo na representatividade, uma forma de ação
política em que a coletividade se sobrepõe ao
individual.
O indivíduo que se anula perante a
coletividade não se faz partícipe do processo, não
assume seu papel de ator social, falta-lhe um mínimo
de cultura política necessária para a conscientização
do processo do qual faz parte, embora conheça todo
o processo ao qual está inserido. O silenciar o torna
passivo. Ele necessita da reflexão sobre quem é e a
que grupo pertence. Quando realmente se encontra
como cidadão participante de uma sociedade, ou tem
consciência de que a sua participação tem
importância na construção dessa sociedade, deixa
de se anular para participar dela.
Disponível em:
https://www.sabedoriapolitica.com.br/produ
cts/cidad
%C3%A3o-do-seculo-xxi/ - acesso em 02 de março
de 2019
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