Não precisamos hoje de transgênicos para acabar com a fome no mundo. As tecnologias que temos disponíveis, oriundas da Revolução Verde, dão conta disso. Contudo, os transgênicos são um avanço científico muito importante para a humanidade, exatamente porque não é tão somente um tema de alimentos. Tende-se a confundir os transgênicos com as sementes de soja. Esse, no entanto, não é um tema de monopólio das sementes. Há as mais diversas aplicações para os transgênicos. Estou vindo agora de Barão Geraldo (distrito do município de Campinas— SP), onde há uma infestação de dengue. Uma das soluções encontradas para solucionar o problema é soltar na natureza mosquitos machos geneticamente modificados para copular com as fêmeas e originar, assim, gerações que não alcancem a fase adulta. Outro exemplo encontra-se na indústria farmacêutica. Hoje, uma série de fármacos é produzida em organismos geneticamente modificados. Então, existem inúmeras aplicações que já usamos. Não obstante, há uma preocupação crescente da utilização dessa tecnologia do ponto de vista do consumidor, principalmente na Europa. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação defende que os produtos sejam etiquetados e o consumidor saiba o que está consumindo. No entanto, os transgênicos não podem ser descartados para o futuro. Não sabemos exatamente o que vai acontecer. Há uma incerteza sobre os impactos que as mudanças climáticas podem trazer para a produção de alimentos no mundo.
Internet: <aviculturaindustrial.com .br> (com adaptações)
O texto precedente emite uma opinião clara acerca dos transgênicos e, ao apresentá-la, recorre a estratégias argumentativas com a finalidade de convencer o leitor. Entre as estratégias argumentativas em-pregadas nesse texto, destaca-se