Leia atentamente o texto II para responder às questões de 09 a 15.
TEXTO II
Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!...” E em voz alta: - Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor. - Muito bem! - exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.
Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias e tratou de pôr- se ao fresco, dizendo:
- Infelizmente, amigo co-ri- có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a fresca, sim? Até logo.
E raspou-se.
Contra esperteza, esperteza e meia.
(Monteiro Lobato)
Sobre o texto, é CORRETO afirmar que
I. um galo espertalhão, consciente de que a raposa é inimiga, coloca-se sob proteção, fora do alcance das suas garras.
II. a raposa tenta convencer o galo de que não há mais guerra entre os animais e que se instaurou a paz.
III. o galo finge ter acreditado na fala da raposa.
IV. a raposa, sem negar o que dissera ao galo, alega ter pressa e vai embora.
Está(ão) CORRETA(S)