A Sra. Judite é uma empregada doméstica de 46 anos, solteira, moradora do bairro Vila Operária, no município de Cidade Sol. Comparece à Unidade Básica de Saúde do seu bairro para realizar uma consulta médica depois de solicitar agendamento da mesma com sua agente comunitária de saúde – a ACS Salvalice. O motivo de sua solicitação foi "cansaço e indisposição para o trabalho" (sic). Foi atendida pela Drª. Joana, médica generalista. Durante a consulta, a médica constatou que até o momento Sra. Judite não havia sido submetida a nenhuma avaliação ocupacional e que desde que entrou no seu trabalho atual (há dois anos e meio) não mais frequentou a UBS para quaisquer necessidades pessoais de saúde. No momento da consulta verificou-se que a mesma não possuía história pregressa clínica significativa e que não faz uso de cigarros ou outras drogas, nem ingere bebida alcoólica. Desloca-se de casa ao seu trabalho sempre a pé para economizar dinheiro, caminhando diariamente cerca de sete quilômetros. Sua mãe possui 76 anos, mora em sua casa e é uma diabética acompanhada regularmente pela equipe de saúde. Não sabe informar sobre a condição de saúde de seu pai e de seus outros seis irmãos, que moram no interior da Paraíba. Ao realizar o Exame Físico, a Drª. Joana obteve as seguintes medidas: Peso: 88,7 kg; Altura: 1,56 m; Pressão Arterial: 147 x 87 mmHg; Pulso Arterial: 88 bpm; Frequência Respiratória: 19 ipm; Temp. corp.: 36,6°C. No exame realizado destacou apenas a presença de lesões descamativas nas mãos e rachaduras nos pés; sendo que a avaliação dos aparelhos e sistemas, segundo o registro médico, não apresentavam anormalidades aparentes. Considerando-se o perfil de risco e morbidade da população feminina, bem como os aspectos críticos da Saúde da Mulher trabalhadora, qual deveria ser a conduta de seguimento mais adequada a ser adotada pela médica: