
Ela contou que seu pai, passando pelo Centro-Oeste de Minas Gerais, viu sua mãe no cativeiro trabalhando, fiando algodão. Acenou para ela e perguntou se não arrumava uma ocupação para ele. Acabou conseguindo um serviço na roça de mandioca, foi ficando e namorando, ficando e namorando, até que os dois se casaram, tiveram filhos, netos, bisnetos. A comunidade deles falava a Gira da Tabatinga, que era usada nas antigas senzalas das fazendas do interior de Minas Gerais. Com ela, os escravos podiam se comunicar livremente, sem o patrão entender o que diziam. A língua era um espaço de liberdade.
A respeito do trecho acima e sua articulação com o restante do texto, é apropriado dizer que