Uma paciente relata que saiu de sua cidade natal, no Piauí, muito cedo e que em Brasília se sente muito sozinha. Tem uma irmã, mas não se dão muito bem porque a irmã não gosta do esposo da paciente. Relatou sofrer de depressão desde que teve o primeiro filho. Informou que nunca quis ter filhos, que se sentiu despreparada quando engravidou tanto do primeiro filho quanto da segunda filha. Disse ainda que o maior sonho dela sempre foi ter uma família, formar a própria família, visto que os respectivos pais estão distantes. Teve o primeiro filho, passou 11 anos casada, porém relata nunca ter amado o próprio esposo e nunca ter se preparado para assumir grandes responsabilidades como cuidar de filho e marido. Relatou ter sofrido depressão pós-parto da segunda filha. É muito preocupada com regras sociais e opiniões de terceiros. Relata que se sente muito sozinha e faz de tudo para ter a atenção do esposo. Quando ele faz uso de álcool, ela também acaba fazendo, pois afirma querer sempre estar junto a ele. Quando é agredida pelo marido, sempre relata que ele está alcoolizado e que, na maioria das vezes, ela também está. Depois que passa o efeito do álcool, ele sempre justifica que não lembra de nada e sempre compra presentes caros para ela, assim como dá flores como forma de pedir desculpas.
Com base no caso apresentado, julgue os itens a seguir.
O caso da paciente poderia ser enquadrado dentro de técnicas grupais como a terapia comunitária e grupos operativos. Nesses dispositivos grupais não há necessidade de sigilo, e por isso, servem ao caso da paciente em questão.