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1687751 Ano: 2017
Disciplina: Enfermagem
Banca: PROGEP-FURG
Orgão: FURG
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No que tange aos acidentes placentários e cuidados com as hemorragias da segunda metade da gestação, marque (V) para verdadeira o (F) para falso.

I. Entre as causas mais importantes das hemorragias gestacionais, encontramos o descolamento prematuro de placenta (DPP) e a placenta prévia (PP), que correspondem a até 50% dos diagnósticos.

II. A RUPREME caracteriza-se pela rotura espontânea das membranas antes do começo do trabalho de parto. É causa importante de partos prematuros e mortalidade perinatal devido à presença de infecção. Em algumas mulheres o líquido esverdeado está relacionado à bílis e nada tem a ver com a infecção, o que se deve atentar é se há perda de líquido transparente.

III. A PP é a inserção da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero. Aparece entre 16 e 20 semanas de gestação, sendo que quase 90% dos casos normalizarão até o termo, por migração placentária. Entre os fatores de risco na PP, temos: cesariana prévia, intervenções uterinas (miomectomia e curetagem), nunca ter tido filho, idade gestacional avançada por deixar o útero envelhecido para gestar e intervalo interpartal curto.

IV. As hemorragias que colocam a gestante em risco de vida são PP, DPP, rotura uterina e rotura de vasa prévia. No entanto, existem outras causas de sangramento, como sangramento no colo no trabalho de parto, cervicites, pólipo endocervical, ectrópio uterino, câncer de colo de útero e trauma vaginal.

V. O DPP é a separação da placenta da parede uterina antes do parto. Essa separação pode ser parcial ou total e é classificada em três graus. No grau 1, ocorre sangramento discreto sem hipertonia uterina e vitalidade fetal preservada. No grau 2, há sangramento moderado, contrações tetânicas, taquicardia materna, alterações da pressão arterial e BCF presentes, com comprometimento de vitalidade. E, no grau 3, há importante sangramento genital, hipertonia uterina, hipotensão arterial materna e óbito fetal.

VI. Na RUPREME, deve-se evitar o toque vaginal, exceto nas gestações a termo, em gestantes com parto iminente ou quando se planeja indução imediata. Outrossim, o exame especular é proibido, a fim de evitar infecções.

VII. Entre a 22ª e a 24ª semana gestacional, o prognóstico de RUPREME perinatal é ruim, tendo riscos maternos, sepse e até óbito. Pode apresentar hipoplasia pulmonar letal. Entre a 24ª e a 33ª semana gestacional, preconiza-se a conduta expectante e realização do exame especular para avaliar as condições cervicais e eliminação de líquido amniótico; Após a 34ª semana, interrompe-se imediatamente a gestação mediante a indução do trabalho de parto;

VIII. O tabagismo leva à redução da oxigenação uteroplacentária e assim, à necessidade de área de superfície placentária aumentada e pode levar a mulher a ter PP, que apresentará sangramento vermelho escurecido; o quadro clinico do DPP apresenta dor abdominal, associada ou não a sangramento vaginal de coloração vermelho vivo. A dor varia de leve desconforto até dor intensa, associada a aumento do tônus uterino, que pode se manifestar em graus variados.

IX. No DPP, a quantidade do sangramento exteriorizado pode não refletir a exata perda sanguínea, que apresenta coloração escurecida e pode refletir a presença de formação de coágulo retroplacentário. O sangramento miometrial danifica o músculo uterino, reduzindo as contrações e, se acumulado entre placenta e parede uterina, produz o Útero de Couvelaire.

X. A PP classifica-se como baixa (próximo ao colo uterino), marginal (atinge o orifício interno do colo do útero), parcial (recobre parcialmente o orifício interno do colo do útero), completa (recobre totalmente o orifício interno do colo do útero) ou centro total (apresenta sangramento sentibnela entre a 26ª e 28ª semana, que é intermitente e de coloração vermelho vivo).

XI. O DPP é uma das piores complicações obstétricas, com aumento da morbimortalidade materna, por maior incidência de hemorragia, de anemias, coagulopatias, hemotransfusões, cesárea e histerectomia. Podem ocorrer complicações perinatais, como morte do bebê por síndrome da membrana hialina, sofrimento e óbito. No entanto, o crescimento intrauterino restrito não se configura como alarme, visto que o DPP nada tem a ver com as perdas de oxigênio do feto.

XII. Entre os principais riscos para o DPP, estão: hipertensão gestacional ou pré-existente, rotura de membranas ovulares, cesariana prévia, tabagismo, idade materna avançada, uso de drogas, polidrâmnio ou gestação gemelar, amniocentese ou cordocentese.

Qual a sequência de verdadeiro ou falso está correta, quando lida de cima para baixo:

 

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