Os serviços de atenção domiciliar no Brasil foram criados a partir das dificuldades concretas de pacientes no acesso aos serviços de Saúde. Analisando-se o perfil demográfico e epidemiológico da população, o domicilio despontou como um local com potencial de expansão e qualificação dos processos de cuidado, somado a sua característica humanizadora. Nos últimos 20 anos, essas práticas levaram à acumulação de experiências e conhecimento na lida com uma gama de situações clínicas que tem enriquecido a atuação da equipe profissional domiciliar ao procurar adequar-se à nova realidade. Sabe-se, por exemplo, que dificuldades como a de ingestão de fibras, de hidratação, da polifarmácia e da Síndrome de Imobilidade podem agravar situações de constipação intestinal crônica. Pacientes neuropatas, desnutridos ou sarcopênicos que apresentam fadiga não têm forca adequada para realizar a prensa abdominal, podendo essas situações evoluir para a constipação intestinal. Desse modo, a monitorização das eliminações fecais é essencial e de fácil intervenção para evitar complicações físicas como a