A construção de uma cidade equivalia, para os romanos, a representação da origem do universo. Um território desconhecido, desabitado pelo povo romano, traduzia-se como o Caos. Mas, a partir do momento em que era ocupado pelo homem este o transformava, simbolicamente, em Cosmos, mediante a repetição de um ritual cosmogônico. O que deve tornar-se “o nosso mundo” deve ser “criado” previamente, e toda criação tem um modelo exemplar: a criação do universo pelos deuses; porque, da perspectiva das sociedades arcaicas, tudo o que não é “o nosso mundo” não é ainda um “mundo”.
(ELIADE, 1992, p. 35.)
No caso dos romanos, a cidade