Atente ao seguinte excerto: “[...] A gramática deverá, primeiro, colocar em seu devido lugar as afirmações de cunho normativo: não necessariamente suprimindo-as, mas apresentando o dialeto padrão como uma das possíveis variedades da língua, adequadas em certas circunstâncias e inadequada em outras (é tão “incorreto” escrever um tratado de filosofia no dialeto coloquial quanto usando o dialeto padrão). Depois, a gramática deverá pelo menos descrever as principais variantes (regionais, sociais e situacionais) do português brasileiro, abandonando a ficção, cara a alguns, de que português no Brasil é uma entidade simples e homogênea”.
(PERINI, M. A. Para uma nova gramática do português.
São Paulo: Ática, s.d.)
O texto defende, então, que
I. a supremacia do dialeto padrão é indiscutível, pois é a variedade predominante no Brasil;
II. a descrição linguística deve abandonar a Literatura de ficção, cujo custo é inacessível para grande parte da população;
III. as regras gramaticais não podem prescrever um só padrão linguístico para todas as situações, pois existem variantes linguísticas distintas;
IV. a descrição das principais variantes deve demonstrar a heterogeneidade e a complexidade do português no Brasil.
Estão corretas apenas as complementações contidas em