O campo da educação em saúde tem sido, desde a década de 70 do século XX, profundamente repensado e se verifica um relativo distanciamento das ações impositivas características do discurso higienista. Paralelamente, há uma ampliação da compreensão sobre o processo saúde-doença, que, saindo da concepção restrita do biologicismo, passa a ser concebido como resultante da interrelação causal entre fatores sociais, econômicos e culturais. Nesse momento, as práticas pedagógicas persuasivas, a transmissão verticalizada de conhecimentos, refletindo no autoritarismo entre o educador e o educando, e a negação da subjetividade nos processos educativos são passíveis de questionamentos. É também nesse contexto que surge a preocupação com o desenvolvimento da autonomia dos sujeitos, com a constituição de sujeitos sociais capazes de reivindicar seus interesses.
E. L. M. Smeke e N. L. S. Oliveira. Educação em saúde e concepções de sujeito. In: E. M. Vasconcelos (Org.). A saúde nas palavras e nos gestos: reflexões da rede educação popular e saúde. São Paulo: HUCITEC, 2001, p. 115-36 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens de 86 a 95, acerca da educação em saúde.
Entre os serviços de saúde, os de atenção básica apresentam contexto privilegiado para desenvolvimento de práticas educativas em saúde, por serem caracterizados pela maior proximidade com a população e pela ênfase nas ações preventivas e promocionais.