Magna Concursos
2335219 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
Provas:

O cometa por trás do arco-íris

Por Eduardo Escorel

Os sonhos de quem faz cinema no Brasil não têm se (1) tornado realidade há um bom tempo, quanto mais os de brasileiras e brasileiros em geral, conforme sinaliza de modo preciso a pergunta de Vera Magalhães, feita em seu último artigo de 2021: “E se (2) o ano de 2022 vier para constituir uma trilogia macabra que conspurcará para sempre a terceira década do século XXI?” Para ela, “2021 foi, no Brasil e no mundo, a parte 2 de 2020, repetindo confinamento, mortes, incerteza com relação à recuperação da economia, além do agravamento das desigualdades e da confirmação de que vivemos uma emergência climática cada vez mais presente no dia a dia. De novo, vimos ameaçados consensos civilizatórios, como direitos individuais e coletivos e a adesão às leis, à democracia e à razão.”

Estamos mal, portanto, tanto no âmbito geral, quanto no delimitado do cinema, no qual não será o poder de sedução do Homem-Aranha que irá nos redimir. Salvo para assistir a alguns blockbusters, a frequência aos cinemas continua baixa, em especial quando se (3) trata de filmes brasileiros. Se for preciso explicar o que vem ocorrendo, à falta de sintonia habitual entre a maioria dos títulos nacionais lançados e a demanda de espectadores potenciais, talvez possa ser acrescido o instinto de preservação de parte do público, ainda receoso de frequentar as salas. Inegável, porém, é o fato de que nem mesmo Marighella, celebrado como o sucesso comercial brasileiro da temporada, rendeu o suficiente para fazer frente ao seu custo de produção – impasse que ratifica, nos termos vigentes, a inviabilidade financeira da produção cinematográfica no país.

Trata-se, em última análise, da necessidade imperiosa de tomar as medidas necessárias para tornar o cinema uma atividade viável neste país. Sem isso, continuaremos dependentes para sempre do Estado, subordinados a uma agência sem autonomia, com participação reduzida no mercado interno, concorrendo em condições desiguais com produções milionárias importadas destinadas ao entretenimento de massa.

E se parássemos de fingir? Que tal nós, amantes do cinema brasileiro, reconhecermos o seu estado agônico? Encararmos sem subterfúgios essa situação e admitirmos que, respeitados os parâmetros em vigor, não há perspectiva de restabelecimento à vista? Não olhar para cima é postura de avestruz. Supondo que ainda haja tempo, que tal olharmos além do arco-íris, em direção ao cometa que está se (4) aproximando da Terra, e fazer o que estiver ao nosso alcance para desviar o seu curso?

(Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/o-cometa-por-tras-do-arco-iris – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considere os seguintes termos destacados do texto e a classificação sintática que se propõe a cada um.

I. necessárias – adjunto adnominal.

II. dependentes – predicativo do sujeito.

III. do cinema brasileiro – complemento nominal.

IV. sem subterfúgios – adjunto adverbial.

Quais estão corretas?

 

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