A quinta razão das que moveram o infante aos descobrimentos marítimos foi o grande desejo que havia o infante de acrescentar em a santa fé de nosso senhor Jesus Cristo, e trazer a ela todas as almas que se quisessem salvar, conhecendo que todo o mistério da encarnação, morte e paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foi obrado a este fim, por salvação das almas perdidas, as quais o dito senhor queria, por seus trabalhos e despesas, trazer ao verdadeiro caminho.
(Gomes Eanes de Zurara. Crônica do descobrimento e da conquista
da Guiné. Apud : Laura de Mello e Souza. Inferno Atlântico:
demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII, 1993. Adaptado.)
Extraído de um documento histórico de meados do século XV, o excerto trata dos motivos que teriam levado Portugal à expansão marítima e