O trecho abaixo (...) consta de um número de fevereiro de 1905 do jornal Emancipação, “órgão da Liga das Artes Gráficas e do proletariado em geral”.
(...) sujeitando o operário aos processos da experiência científica em nome da presunçosa sabedoria oficial, muito zelosa pela saúde pública, quando se trata de epidemias que proporcionam altas transações com os dinheiros públicos e tão indiferente aos males que mais nos afligem, quando pedimos proteção para o nosso trabalho, constantemente assaltado pelo capitalismo ganancioso e desumano, como está acontecendo agora com as obras do porto, da avenida e da prefeitura, onde o trabalhador percebe um ordenado que mal lhe chega para um pedaço de charque, intoxicado e mortífero.
(Sidney Chalhoub, Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte imperial)
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