Práticas Tecnológicas na Educação Inclusiva
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O indivíduo com deficiência possui limitações e isso compõe uma barreira para o aprendizado. Desenvolver recursos de acessibilidade seria uma maneira concreta de neutralizar as barreiras e inserir esse indivíduo em ambientes ricos para a aprendizagem, proporcionados pela cultura. Outra dificuldade que as limitações trazem são os preconceitos a que o indivíduo com deficiência está sujeito. Desenvolver recursos de acessibilidade também pode significar combater esses preconceitos, pois, no momento em que lhe são dadas as condições para interagir e aprender, explicitando o seu pensamento, o indivíduo com deficiência é mais facilmente tratado como um “diferente-igual”. As novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) têm se tornado, de forma crescente, importantes instrumentos de nossa cultura e, sua utilização, um meio concreto de inclusão e interação no mundo (Levy, 1999). Esta constatação é ainda mais evidente e verdadeira quando nos referimos a pessoas com deficiência. Nestes casos, as TICs podem ser utilizadas como tecnologia assistiva. O Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) define tecnologia assistiva da seguinte forma: [...] “é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social”. Definindo, tecnologia assistiva é toda e qualquer ferramenta ou recurso utilizado com a finalidade de proporcionar uma maior independência e autonomia à pessoa com deficiência. O grande objetivo da tecnologia assistiva é proporcionar, à pessoa com deficiência, maior independência, por meio da ampliação de sua mobilidade, comunicação e aprendizado. Os recursos utilizados para esses fins são – em sua maioria – equipamentos, produtos ou sistemas desenvolvidos para melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Podendo variar, desde uma bengala, até um sofisticado sistema computadorizado. Existem, também, serviços que compõem a tecnologia assistiva. Esses auxiliam a pessoa com deficiência a escolher, comprar e usar os recursos disponíveis. Entre os serviços, estão avaliações, experimentação e treinamento com equipamentos e produtos. Geralmente, esses serviços são transdisciplinares, isto é, envolvem profissionais das mais diversas áreas. Algumas tecnologias podem auxiliar na educação inclusiva para os alunos com deficiência visual, por exemplo:
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- Braille Fácil: ferramenta que transforma textos convencionais em Braille, podendo, então, serem impressos em Braille.
- Dosvox: sistema de computação que permite aos deficientes visuais utilizar um microcomputador comum para trabalhar e estudar de forma independente.
- Jaws: (Job Acess With Speech): software leitor de tela, desenvolvido pela empresa Freedom Scientific. Ele pode editar materiais e ler páginas na internet.
- NVDA: também é um leitor de tela. Como possui código aberto, pode ser extendido por quem quiser e tiver habilidade em ampliar suas funções.
- Orca: sistema assistivo livre, que utiliza diversas combinações de Braille, ampliação e fala. Por meio dele, pode-se navegar na web, receber e enviar e-mails, editar planilhas e até mesmo ouvir rádio.
- Talks: é um leitor de tela especificamente para celular.
- Virtual Vision: leitor avançado de tela. Este software busca em outros programas o que pode ser lido, podendo ser utilizado em quase todos os outros aplicativos. Não há a necessidade de qualquer tipo de alteração no computador para utilizá-lo.
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(Por: Ana Abadia dos Santos Mendonça – 2020. Disponível em: https://
editorarealize.com.br. Adaptado.)
Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.