
De 1992 a 2002, a situação da educação no Brasil apresentou melhorias significativas na última década do século XX: houve queda substancial da taxa de analfabetismo funcional e, ao mesmo tempo, aumento regular da escolaridade média. O analfabeto funcional é a pessoa que possui menos de quatro anos de estudos completos. De acordo com essa definição, em 2002, o Brasil apresentava um total de 32,1 milhões de analfabetos funcionais, o que representava 26% da população de 15 anos ou mais de idade.
A tabela acima apresenta as diferenças das taxas de analfabetismo funcional entre as grandes regiões do Brasil. A média de anos de estudo é uma forma de se medir a defasagem escolar. Quando uma pessoa não está cursando a série esperada para a sua faixa etária, dizemos que ela está defasada. Por exemplo, uma criança com nove anos de idade deveria estar matriculada na terceira série do nível fundamental e não, em uma série anterior. Em 2002, a população de pessoas com 10 anos ou mais de idade tinha uma média de 6,2 anos de estudo. Em comparação a 1992, houve um aumento de 1,3 anos de estudo na média nacional. Apesar do aumento no número de anos de estudo, ocorrido nos últimos dez anos, a defasagem escolar ainda é grande. As pessoas de 14 anos de idade deveriam ter, em média, 8 anos de estudo, ou seja, terem terminado o ensino fundamental (completado a 8.ª série).
Internet: www.ibge.gov.br (com adaptações).
Uma pessoa com 15 anos de idade ou mais será selecionada ao acaso de cada região do país. Considerando-se as taxas de 2002, a probabilidade de haver uma única pessoa analfabeta funcional nessa amostra de 5 pessoas será