Leia o texto abaixo, extraído do livro “O Olhar Médico” (p. 40), de Moacyr Scliar, antes de responder à questão, que a ele se refere:
Os portugueses, que cultivavam a cana em suas colônias e dominavam o comércio açucareiro internacional, trouxeram o açúcar para o Brasil. Na então colônia, era enorme o consumo de caldo de cana, de doces, de frutas em calda. As iaiás de engenho, diz Gilberto Freyre, eram enormes de gordas, “moças bonitas, mas com dentes podres”. Ou seja: os problemas causados pelo açúcar (obesidade, cárie dentária) já eram evidentes e aos poucos foi ficando claro que superavam os possíveis benefícios. Mas, àquela altura, o cultivo da cana e a indústria do açúcar já representavam um poderoso ramo da economia. Que tem brigado pela manutenção do açúcar na dieta. Quando foram lançados os adoçantes artificiais, as companhias açucareiras publicavam anúncios de página inteira denunciando os malefícios destes.
Mais recentemente, a briga é do lobby americano do açúcar com a Organização Mundial da Saúde, que divulgou recomendações para uma dieta saudável. Nela, a percentagem representada pelo açúcar (e doces e similares) não deveria ultrapassar 10%.
O lobby, que inclui a indústria dos refrigerantes, lembra a contribuição financeira dos Estados Unidos à OMS para exigir um recuo.
No texto, expressa-se a ideia de que, embora faça mal à saúde, o açúcar tem a defendê-lo poderosos interesses econômicos.
As seguintes orações podem ser classificadas como subordinadas adjetivas explicativas: “que cultivavam a cana em suas colônias”, “que divulgou recomendações para uma dieta saudável” e “que inclui a indústria dos refrigerantes”.