A linguagem empregada no texto revela que o autor
reconheceu a existência de um léxico comum, que, embora composto de apenas quatro palavras (Deus, pão, vinho e terra), permearia o vocabulário das diferentes comunidades de fala do português identificáveis em Portugal no século XVI e garantiria a unidade linguística do país.
se valeu de variantes já em desuso àquela época, como a assinalada na grafia as correspondente a uma pronúncia da palavra “umas” inexistente em qualquer das variantes geográficas do português, desde, pelo menos, o século XV.
utilizou, em trechos como porque assi como os tempos, assi também as terras criam diversas condições e conceitos, torneios sintáticos atualmente empregados, no Brasil, apenas na linguagem oral, sobretudo por falantes com menor tempo de escolarização.
usou uma estrutura partitiva em E quem não usa delas..., a qual, seja nas situações mais formais, seja nas mais coloquiais, foi categoricamente suplantada por “E quem não usa elas”.
realizou seleção de registro adequada à situação interlocutiva projetada, por exemplo na oposição didática entre novidade e tradição, ao parafrasear usos atribuídos a grupos ? (como dizem) ?, valendo-se de usos considerados gerais ? estas que todos falam e entendem.
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