A atividade física pode-se efetivar nos três níveis
que organizam a rede de atenção à saúde no Brasil,
estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por
isso, é importante analisar a associação entre atividade
física e prevenção ou tratamento das doenças crônicas
não transmissíveis e da incapacidade funcional e as
recomendações atuais para a prática de exercícios
nessas situações.
Diversos estudos epidemiológicos mostram
associação entre aumento dos níveis de atividade
física e redução da mortalidade geral e por doenças
cardiovasculares em indivíduos adultos e idosos. Embora
ainda não estejam totalmente compreendidos, os
mecanismos que ligam a atividade física à prevenção e
ao tratamento de doenças e da incapacidade funcional
envolvem, principalmente, a redução da adiposidade
corporal, a queda da pressão arterial, a melhora do perfil
lipídico e da sensibilidade à insulina, o aumento do gasto
energético, da massa e força muscular, da capacidade
cardiorrespiratória, da flexibilidade e do equilíbrio.
De forma geral, os consensos para a prática
de exercícios preventivos ou terapêuticos recomendam
atividades aeróbias e resistidas, preferencialmente
somadas às atividades físicas do cotidiano. Particularmente
para idosos ou adultos com comorbidades ou limitações
que afetem a capacidade de realizar atividades físicas, os
consensos preconizam, além dessas atividades, a inclusão
de exercícios para o desenvolvimento da flexibilidade e
do equilíbrio.
Algumas doenças crônicas não transmissíveis,
como as cardiovasculares, seus fatores de risco
metabólicos (diabetes mellitus, hipertensão arterial
sistêmica e dislipidemias) e a incapacidade funcional
são importantes causas de morbidade e mortalidade
entre adultos e idosos. Em geral, essas doenças são de
longa duração, múltiplas, exigem acompanhamento
multidisciplinar permanente, intervenções contínuas e
grandes recursos materiais e humanos, gerando encargos
ao sistema público e social. No Brasil, por exemplo,
respondem por, aproximadamente, 70% dos gastos
assistenciais com a saúde.
Apesar de a herança genética ser fator de
relevância na determinação da suscetibilidade à
doença, o desenvolvimento dessas morbidades se dá,
primordialmente, por fatores ambientais e ligados ao
estilo de vida. Estima-se que 75% dos casos novos de
doenças não transmissíveis poderiam ser explicados
por dieta inadequada e inatividade física. O baixo
condicionamento cardiorrespiratório, a pouca força
muscular e o sedentarismo, por exemplo, aumentam de
três a quatro vezes a prevalência da síndrome metabólica.
Nesses casos, é essencial para um metabolismo saudável
a prática regular de exercícios físicos, que aumenta a
massa muscular e acelera o metabolismo, além de uma
alimentação equilibrada.
Internet:<www.scielo.br> (com adaptações).
No que se refere às ideias do texto, julgue o item a seguir.
Depreende-se do texto que a atividade física pode atuar nos níveis de atenção primária, secundária e terciária do SUS.