“O antissemitismo europeu é um corolário da cristandade. Desde os primórdios da consolidação no Império Romano, os líderes cristãos fizeram pregação contra os judeus, utilizando acusações explícitas, emocionais e categóricas. As necessidades teológicas e psicológicas que impeliram os cristãos a se diferenciarem das bases da religião com a qual haviam rompido renasceram a cada geração, porque, ao rejeitarem a revelação de Jesus, os judeus, involuntariamente, desafiavam a certeza cristã nessa mesma revelação. Os judeus eram desobedientes religiosos em um mundo onde a religião e a ordem moral funcionavam contíguas e onde um desvio era considerado grave transgressão [...]. Os cristãos concebiam sua religião como substituta do judaísmo. Por esse motivo, os judeus, enquanto judeus, deveriam desaparecer da face da terra.”
(GOLDHAGEN, Daniel Jonah.
Os Carrascos Voluntários de Hitler. O povo alemão e o Holocausto. São Paulo, Cia. das Letras, 1997. p. 60.)
São características da evolução do antissemitismo eliminacionista na Alemanha moderna, EXCETO: