TEXTO 1
O PIERCING: SER OU NÃO SER
Quando meu filho Pedro, de 16 anos, falou da vontade de colocar piercing, antes de dizer-lhe um sonoro “não”, ponderei o fato de meu filho não ser um veículo para que eu coloque em prática o meu projeto de ser humano. Muito pelo contrário: ele é um ser independente, com projetos próprios e que tem como orientação básica o respeito ao ser humano e a consciência de que o mundo deve ser mais justo, inteligente, diversificado e saboroso. A partir daí, não me preocupa se ele fará drama ou comédia, com argola no nariz ou gravata no pescoço. O importante não será a sua forma, mas sim o seu conteúdo. [...] O adolescente, pelo menos, faz por festa, para treinar a sua rebeldia. Depois, o tempo passa e todas essas bandeiras pelo corpo vão perdendo a importância e para aqueles que só fazem onda, a coisa ficará no passado. Para os autênticos, a rebeldia fica adulta e muda de lugar. Vai pro olhar. (Angeli, Pais&Teens, 1997
TEXTO 2
ARREPENDIMENTO
Certo dia, no início deste ano, uma moça de 19 anos apareceu no gabinete do deputado Campos Machado na Assembléia Legislativa de São Paulo e contou uma história tristea. Ela disse que quando tinha 15 anos se encantou com as tatuagens que viu nas colegas e resolveu entrar na onda da arte corporalb. Hoje chora de arrependimento. Ao tentar ingressar na Aeronáutica, ela foi reprovada no exame médicoc justamente por causa do desenho estampado no corpo. Fez uma cirurgia reparadorad, prestou exame e, mais uma vez, foi rejeitada em razão das cicatrizes incriminadoras.e
O adjetivo que revela uma participação do autor do texto no conteúdo veiculado por ele é: