Proposições são frases para as quais se pode atribuir uma valoração verdadeira (V) ou falsa (F). Por exemplo, a frase “O planeta Terra é uma imensa planície” é uma proposição porque a ela é possível atribuir a valoração falsa (F), e a frase “Onde fica a Antártica?” não é proposição porque é uma pergunta e, portanto, não faz sentido ser valorada como V ou F.
Considere que P e Q sejam proposições e as seguintes notações:
¬P é a negação de P; P\( \vee \)Q representa “P ou Q”; P\( \land \)Q representa “P e Q”. Uma proposição da forma P \( \rightarrow \) Q é lida como “se P, então Q”. Define-se que P \( \rightarrow \) Q é F se a proposição P for V e a proposição Q for F, caso contrário, é V. Define-se P\( \vee \)Q como F se P e Q forem F, caso contrário, é considerada V. Define-se P\( \land \)Q como V se P e Q forem V, caso contrário, é considerada F. Duas proposições são consideradas equivalentes quando elas têm exatamente as mesmas valorações V e F. Quando proposições da forma P e da forma P \( \rightarrow \) Q são V, e estão presentes em uma argumentação — seqüência finita de proposições —, então Q pode ser inferida como V, e a argumentação está correta. Com base nessas informações e considerando as proposições
P: “Gabriel não é culpado”, e
Q: “A promotoria não condenará Gabriel”,
julgue o item seguinte.
Em uma argumentação, suponha que as proposições “Se Gabriel não é culpado, então a promotoria não condenará Gabriel” e “A promotoria condenará Gabriel” sejam ambas V. Nessa situação, ao se inferir que “Gabriel é culpado”, obtém-se uma argumentação correta.